investigação artística/ prática como investigação
Sobrevive nos nomes dos rios, nas inscrições, nas narrativas familiares, nas figuras secundárias dos arquivos, nas histórias transmitidas, e nas versões de nós que ficaram para trás.
O meu trabalho parte dessa permanência.
Explora percursos concretos, mitos, arquivos familiares, mulheres apagadas, símbolos, arquétipos e fragmentos - através de práticas de deambulação, leitura e construção.
Escrita, fotografia, cartografia, pesquisa documental e worldbuilding funcionam como meios complementares de um mesmo processo: uma investigação artística que cruza paisagem, memória e imaginação.
Anamnese designa o movimento contrário ao esquecimento: recuperar, reconhecer, devolver forma. Tornar visível aquilo que permanece, ainda que fragmentado ou deslocado.
Cada projeto estabelece uma relação específica entre matéria, método e meio. Alguns tomam a forma de livros, ensaios ou cadernos interpretativos; outros, de arquivos digitais, mapas, galerias ou dispositivos transmedia.
O processo não começou como método, mas como prática.
Partiu de mundos, figuras e narrativas já existentes, e só mais tarde encontrou na investigação artística uma forma de compreender, estruturar e comunicar essa arquitetura.