Crónica Albeldense

Autor anónimo
Edição bilingue latim–espanhol
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Campo: Linhagem · Território
Projetos e investigações relacionados: Anamnese · Pelágio · D. Pedro de Cantábria · Origens do reino das Astúrias

Sobre o livro

A Crónica Albeldense é uma das mais antigas crónicas conservadas sobre a monarquia asturiana. Redigida em latim e concluída no final do século IX, apresenta uma breve história universal que atravessa Roma, os reis visigodos, a conquista islâmica da Península e os reinados asturianos, de Pelágio a Afonso III.

Embora relate acontecimentos ocorridos no início do século VIII, foi escrita cerca de cento e sessenta anos mais tarde, num contexto político em que a corte de Oviedo procurava organizar a memória das suas origens e afirmar uma continuidade com o antigo reino visigótico.

Porque está neste jardim

Este livro interessa-me enquanto fonte para o estudo de Pelágio, dos primeiros reis das Astúrias e do contexto histórico em que viveu D. Pedro de Cantábria.

A crónica pertence a um período muito posterior aos acontecimentos que descreve. Por isso, leio-a simultaneamente como vestígio histórico e como construção narrativa: informa-nos sobre as tradições conservadas acerca do século VIII, mas também sobre a forma como a monarquia de Afonso III desejava representar as suas próprias origens.

É neste intervalo entre acontecimento, memória e legitimação política que a obra se torna particularmente relevante. As genealogias e relações familiares atribuídas às primeiras figuras asturianas não podem ser recebidas como dados transparentes. Foram preservadas, reorganizadas e interpretadas por cronistas que escreviam dentro de um determinado projeto dinástico.

A Crónica Albeldense permite acompanhar o nascimento de uma narrativa: Pelágio como iniciador da resistência, o reino asturiano como continuidade do mundo visigótico e os seus sucessores como parte de uma linhagem histórica coerente.

A sua leitura relaciona-se diretamente com o meu sistema de marcação epistemológica. Em cada passagem importa distinguir o que está documentado, o que é provável, o que foi interpretado pelo cronista e o que pertence a uma tradição política construída posteriormente.

Ligações

— Pelágio e as narrativas sobre a origem do reino das Astúrias
— D. Pedro de Cantábria e as primeiras linhagens cantábricas
— Afonso I e a ligação entre as casas de Pelágio e da Cantábria
— A queda do reino visigótico
— Memória dinástica e legitimação política
— Crónica, genealogia e construção da continuidade histórica
— Distinção entre documento, tradição e interpretação

Fragmento

“Y una vez que España fue ocupada por los sarracenos, éste fue el primero que inició la rebelión contra ellos en Asturias.”

Crónica Albeldense, passagem relativa ao reinado de Pelágio, p. [confirmar na edição consultada].

Referência

ANÓNIMO — Crónica Albeldense. Edição bilingue latim–espanhol. [Local]: [Editora], [ano da edição consultada].

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