O Projeto
A Anamnese é uma cosmografia de investigação artística transmedia estruturada em quatro campos interligados. Investiga como determinados conhecimentos, figuras e narrativas sobrevivem após terem sido apagados, deslocados ou fragmentados — pelos arquivos ou pela memória coletiva.
O fio condutor é simultaneamente geográfico, simbólico, arquetípico e autobiográfico: começa no território de Ophiussa, atravessa o rio Lethes até à linhagem familiar, expande-se no feminino apagado e termina numa cidade invisível lida em camadas.
Método: deambulação · investigação · jardim digital · artefactos (ensaio, guia, ebook, livro, atlas) · formação · exposição · apresentação
Narrativa
A narrativa começa em Ophiussa (a Terra das Serpentes), o território atlântico entre o norte de Portugal e a Galiza, cuja mitogeografia permanece inscrita na paisagem e nos lugares.
O rio Lethes, associado ao Lima, é o rio do esquecimento que conduz à Linhagem: a história da ocupação humana da Península, dos povos ibéricos aos Visigodos, até D. Pedro de Cantábria e à descendência que chega a Inácio Perestrelo.
Do arquivo emerge Helena Dulac, a noiva misteriosa cuja lacuna factual é preenchida pela ficção.
Helena abre o campo das Sombras: o feminino apagado, a heteronímia como fragmentação da identidade literária.
Uma dessas vozes atravessa o espelho e entra na Torre de Obsidiana, uma cidade invisivel inspirada no Porto espectral, entre o século XIX de Camilo e Soares de Passos, e os anos noventa da memória da autora.
Contexto
Enquadramento — Investigação Artística e Metodologia
Os Quatro Campos
Contacto e Colaborações
Disponível para colaborações, residências, workshops e apresentações.