Mitogeografia e cartografia simbólica da costa atlântica ibérica.
Chamavam-na Ophiussa — a Terra das Serpentes. O nome aparece no século IV, no poema Ora Maritima de Rufo Festo Avieno, para designar o extremo ocidental da Península Ibérica. Um nome carregado de memória, de uma identidade que resistiu a milénios de esquecimento.
The Land of Serpents nasceu da vontade de escutar o que resistiu: os mitos antigos, os lugares sagrados, os ecos de uma cultura ancestral que moldou esta paisagem e continua presente nos castros, nos rios, nas pedras e nas lendas.
É um projecto de mitogeografia e deep mapping — um mapa simbólico de Ophiussa, lido em camadas simultâneas: história, memória, paisagem, mito, linguagem e vestígios. O território vai de Ofir e do estuário do Cávado até Finisterra, na Galiza. No projecto Nove Mundos, até à Islândia.
(Nota: cortei "do geógrafo romano" antes de Avieno por já estar implícito, juntei as duas frases sobre o nome, e condensei a enumeração final que se repetia. Nada foi substituído — só removido. Se preferires recuperar alguma coisa, está tudo no teu original.)
O que podes encontrar
Guia Rexby — The Land of Serpents 34 lugares · costa atlântica ibérica, do Minho à Galiza · em inglês Um guia imersivo para quem quer ir além do óbvio. Trinta e quatro lugares entre o Senhor da Pedra e a Pedra da Serpe: castros galaicos, promontórios atlânticos, arte rupestre, santuários pré-romanos, praias com memória antiga. Cada local tem descrição com contexto histórico, simbólico e prático, no mapa interactivo da app Rexby. Para usar no terreno, ao teu ritmo, por qualquer ordem. → VER NO REXBY — 22€
Caminhos de Ophiussa 12 lugares · de Ofir a Finisterra · em português Não é um guia de viagem. É uma leitura do território. Doze lugares escolhidos pela dimensão simbólica, arqueológica e paisagística: castros e ruínas romanas, promontórios, parques de arte rupestre, santuários pré-romanos, praias com rituais que persistem há milénios. Para cada um: o contexto histórico e mitológico, a camada que os mapas não mostram, a ligação ao imaginário mais antigo do ocidente ibérico. Em Notion e PDF. → DESCARREGAR — 9€
O Arquétipo da Serpente Ensaio · em português Há fontes em Portugal onde, ainda hoje, ninguém atira pedras à água. A serpente nunca foi só um animal: foi guardiã de limiares, símbolo de transformação, figura do conhecimento interdito — e na Península Ibérica deixou rastos que a história oficial raramente inclui nos seus mapas. Este ensaio segue-os. Das mouras encantadas ao uróboro, de Ophiussa à psicologia junguiana, da arqueologia castreja ao feminino ancestral: uma aproximação selectiva a um arquétipo venerado, reprimido e distorcido. E que, por isso, continua vivo. → DESCARREGAR — [preço]
Cartografia Simbólica do Território Projecto transmedia · primeiro volume: Esposende Há lugares que a história oficial não consegue ler por inteiro. Esposende é um deles. Uma leitura do lugar em camadas simultâneas — história, memória, paisagem, mito, linguagem, vestígios — organizada em torno de cinco pilares: Água, Pedra, Memória, Travessia e Ruína. Quatro formatos complementares: caderno impresso e PDF, site de investigação, guia slow travel no Rexby e apresentação presencial. Um programa replicável — cada município, uma leitura. → SABER MAIS
Nove Mundos da Serpente Projecto longo · em construção Não são um universo inventado. São uma hipótese poética para reler o Atlântico: um corredor mítico entre Ofir e a Islândia, organizado como cosmologia inspirada nos nove mundos nórdicos e relida através da paisagem atlântica, da arqueologia, das lendas e da memória territorial. Cada mundo é um território real. Cada território, uma manifestação da serpente atlântica. Ophiussa não desapareceu. Fragmentou-se. → SABER MAIS