J. R. R. Tolkien
Organização e edição de Christopher Tolkien
Publicações Europa-América
[Confirmar tradução, ano e edição consultada]
Campo: Torre · Linhagem · Arquétipos
Projectos relacionados: Anamnese · Worldbuilding Conceptual · Os Nove Mundos da Serpente · O Outro Lado do Espelho
Sobre o livro
O Silmarillion reúne os mitos fundadores do universo criado por J. R. R. Tolkien. A narrativa começa antes da existência do mundo, com a Música dos Ainur, e acompanha a criação de Eä, a formação de Arda, o surgimento dos seus povos, as genealogias dos Elfos e dos Homens e as guerras travadas pela posse das Silmarils.
O livro atravessa diferentes eras, escalas e formas narrativas. Funciona simultaneamente como cosmogonia, crónica, conjunto de lendas, arquivo genealógico e memória histórica de um mundo imaginado.
Porque está neste jardim
Este livro interessa-me pela dimensão total da sua construção. O mundo não surge apenas como cenário para uma história: possui mitos de origem, linhagens, línguas, territórios, conflitos ancestrais, textos fundadores e diferentes versões da própria memória.
Em O Silmarillion, a cosmografia precede muitas das narrativas que nela virão a acontecer. A criação do mundo através da música estabelece desde o início uma relação entre imaginação, forma e existência. A harmonia, a dissonância e a interpretação individual participam no processo de criação.
Reconheço nesta estrutura uma proximidade com o desenvolvimento de Anamnese. Os campos e projetos foram surgindo autonomamente, antes de serem compreendidos como partes de uma cosmografia comum. Cada um conserva a sua história, linguagem e sistema simbólico, enquanto participa numa construção maior.
Interessa-me também a forma como Tolkien tratou o mundo imaginado como um arquivo em permanente revisão. As narrativas cresceram ao longo de décadas, foram reescritas, reorganizadas e transmitidas através de fragmentos, genealogias e versões por vezes contraditórias.
Ligações
— Cosmografia e mitos de origem
— Worldbuilding como prática de investigação
— Criação através da música, da linguagem e da imaginação
— Genealogias, linhagens e transmissão da memória
— Arquivos ficcionais e histórias internas
— Fragmentos autónomos integrados num universo comum
— Revisão contínua de uma obra construída ao longo do tempo
Fragmento
“A música e o eco da música saíram para o Vazio, e ele não era mais vazio.”
J. R. R. Tolkien, O Silmarillion, “Ainulindalë — A Música dos Ainur”, p. [confirmar na edição consultada].
Referência
TOLKIEN, J. R. R. — O Silmarillion. Organização de Christopher Tolkien. Mem Martins: Publicações Europa-América, [ano da edição consultada].
Consultar: catálogo da editora, biblioteca ou registo bibliográfico.