Italo Calvino
Publicações Dom Quixote
[Inserir ano e edição consultada]
Campo: Torre · Território
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Sobre o livro
Em As Cidades Invisíveis, Marco Polo descreve ao imperador Kublai Khan uma sucessão de cidades imaginárias. Cada uma nasce de uma memória, de um desejo, de um medo, de uma linguagem ou de uma forma particular de organizar o espaço.
As descrições não formam uma geografia convencional. Constroem uma cartografia mental e simbólica onde arquitectura, memória, tempo, morte, desejo e linguagem se cruzam continuamente.
O livro reúne cinquenta e cinco cidades, organizadas segundo onze grupos temáticos recorrentes, entre os quais as cidades e a memória, o desejo, os sinais, os nomes e os mortos.
Porque está neste jardim
Este livro acompanha-me pela forma como transforma a cidade num sistema de pensamento.
As cidades de Calvino podem ser lidas como lugares físicos, construções mentais, estados de consciência ou arquivos de experiências. Cada uma contém uma lógica própria e, ao mesmo tempo, participa numa estrutura maior, feita de repetições, variações e correspondências.
Interessa-me esta possibilidade de cartografar o que não é imediatamente visível: memórias, relações, ausências, atmosferas e formas de habitar. Uma cidade pode ser lida através dos seus edifícios, mas também através dos símbolos, narrativas e fantasmas que nela permanecem.
A estrutura fragmentária do livro aproxima-se ainda da lógica do jardim digital. Cada texto é autónomo, mas adquire novas dimensões quando colocado em relação com os restantes.
Ligações
— A cidade enquanto construção simbólica
— Cartografia imaginária e pensamento espacial
— Memória, desejo e arquitectura
— Estruturas fragmentárias e não lineares
— Worldbuilding conceptual
— Lugares visíveis e geografias interiores
Referência
CALVINO, Italo — As Cidades Invisíveis. Lisboa: Publicações Dom Quixote, [ano da edição consultada].