História de Portugal, volume V
Direcção de José Mattoso
Coordenação de Luís Reis Torgal e João Lourenço Roque
Círculo de Leitores, 1993
[Confirmar edição do exemplar consultado]
Campo: Linhagem · Sombras · Território
Projectos relacionados: O Bravo Coronel Perestrello — A Conspiração de 1829 · Anamnese · Arquivo das Figuras Esquecidas
Sobre o livro
Quinto volume da História de Portugal dirigida por José Mattoso, O Liberalismo — 1807–1890 reúne estudos de vários especialistas sobre as transformações políticas, institucionais, económicas, sociais e culturais ocorridas em Portugal ao longo do século XIX.
A obra acompanha as invasões francesas, a difusão das ideias liberais, a Revolução de 1820, o Vintismo, a reacção absolutista, o Cartismo, a guerra civil, a consolidação da monarquia constitucional e a Regeneração.
Analisa também o exílio político, a organização do exército, as constituições, os partidos, as estruturas sociais, a vida quotidiana, o Romantismo e as diferentes formas através das quais o liberalismo alterou a organização do país.
Porque está neste jardim
Este volume constitui uma referência de enquadramento para a investigação sobre Inácio Perestrello e a conspiração liberal de 1829.
As fontes directamente relacionadas com a sua vida são dispersas, locais e frequentemente fragmentárias. Para compreender os acontecimentos que conduziram à sua prisão e execução, é necessário reconstruir o contexto político em que actuou: a Revolução de 1820, a primeira experiência constitucional, a Vilafrancada, a Abrilada, a outorga da Carta Constitucional e a repressão miguelista.
Inácio Perestrello pertenceu a uma geração formada dentro de uma ruptura histórica profunda. Para esses militares e liberais, o conflito não se limitava à substituição de um governante. Estavam em causa diferentes concepções de soberania, legitimidade, representação política e organização do Estado.
O volume permite ainda compreender o papel dos militares na implantação e defesa do liberalismo. Pronunciamentos, conspirações, levantamentos e redes clandestinas fizeram parte de uma época em que a fronteira entre acção militar e intervenção política era particularmente instável.
Interessa-me também a relação entre a grande narrativa nacional e as histórias individuais que nela quase desapareceram. A obra estabelece a estrutura histórica geral; os arquivos locais, processos judiciais, memórias familiares e publicações raras permitem procurar as pessoas concretas que viveram e morreram dentro desses acontecimentos.
Ligações
— Inácio Perestrello e a conspiração liberal de 1829
— Revolução de 1820 e implantação do constitucionalismo
— Vintismo, Cartismo e reacção absolutista
— Repressão política durante o reinado de D. Miguel
— Militares, pronunciamentos e redes liberais
— Exílio, clandestinidade e resistência
— História nacional e memória local
— Arquivo, biografia e reconstrução histórica
Fragmento
“Da revolução à contra-revolução: Vintismo, Cartismo, Absolutismo.”
Título de uma das secções do volume, p. [confirmar na edição consultada].
Referência
TORGAL, Luís Reis; ROQUE, João Lourenço, coord. — O Liberalismo: 1807–1890. Direcção de José Mattoso. História de Portugal, vol. V. Lisboa: Círculo de Leitores, 1993.