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Projecto editorial de autoria ficcional.
Ghost Editions é um projecto de fragmentação identitária literária — ebooks escritos sob personas ficcionais, autoras imaginárias com voz, estética e universo próprios. Cada autora representa uma faceta da criação contemporânea que dificilmente caberia numa única identidade autoral.
A referência conceptual central é a heteronímia pessoana — não como pseudónimo, mas como fragmentação deliberada e consciente da identidade criadora. Cada persona tem biografia, estética, obsessões e estilo próprios. Não são máscaras. São fragmentos autónomos.
Três camadas
Autoras imaginárias — a fragmentação identitária literária. Cada uma escreve num registo distinto: literatura gótica, tecnomagia, filosofia digital, romantismo obscuro, slow living, mitologia, estética experimental.
Galeria das mulheres apagadas — arquivo de figuras femininas reais e fictícias que foram silenciadas, marginalizadas ou esquecidas. Reais e fictícias no mesmo plano, porque o apagamento não distingue. As autoras imaginárias da Ghost Editions cabem aqui também — são uma forma de dar voz ao que foi fragmentado ou nunca pôde existir integralmente.
Arquivo — a infraestrutura simbólica que sustenta tudo: imagens, fragmentos textuais, universo estético, contexto histórico e psicológico, arquétipos, referências culturais. Vive no Are.na como jardim digital e instalação conceptual.
Onde vive
— Ko-fi como loja e plataforma de publicação independente — Are.na como arquivo visual e conceptual — Site do hub como apresentação editorial
Ligações ao ecossistema
A Ghost Editions conversa directamente com a Panthea — o arquivo das deusas como arquétipos do inconsciente colectivo junguiano, onde cada deusa é também uma voz possível, uma fragmentação do feminino.
Conversa com o Land of Serpents — algumas das autoras imaginárias habitam o mesmo universo simbólico do território atlântico ibérico.
Conversa com o OBSDN — a estética dark wave, pós-internet e avant-garde do jardim digital é a atmosfera visual de várias das personas.
Referência conceptual principal
Fernando Pessoa e a heteronímia — não como influência literária mas como estratégia autoral. A ideia de que uma única identidade não consegue conter todas as vozes que precisa de ter. Que fragmentar não é dispersar — é expandir.